TRADIÇÕES

CEIA - CORES - MISSA DO GALO

NATAL SIMBOLOS E TRADIÇÕES



CEIA DE NATAL



Hoje em dia o Natal, é essencialmente uma festa reservada à comunhão da família, que se reúne à volta da mesa (ceia) posta a preceito e devidamente enfeitada

ORIGEM

A Ceia Santa
A ceia natalina tem origem na festa pré-cristã da Roma Antiga - a Saturnália - quando as pessoas se esbaldavam em verdadeiros banquetes. Como a festa terminava em 25 de dezembro, a mesa repleta de delícias acabou sendo incorporada ao Natal. Ainda na crença cristã, se faz uma analogia com a última ceia de Jesus Cristo antes da sua morte, quando ele e os discípulos comemoravam a Páscoa dos judeus. Como se pode perceber, realmente esta é uma data carregada de simbologia, mas que vai muito além das tradições do cristianismo, pois é resultado da soma de muitas crendices populares, afinal, são mais de 2 mil anos de história em torno desta noite especial!

E também como consta na literatura, há centenas de anos, os europeus deixavam a porta de sua casa aberta no dia de Natal para que os peregrinos e viajantes entrassem e, junto com a família e confraternizassem nesse dia.
Aí está o porquê de o Natal ser uma data de confraternização entre amigos e familiares.


ALIMENTOS TRADICIONAIS

O prato mais clássico servido nessa ocasião é o peru.

A ceia de natal envolve muitas tradições familiares. Algumas famílias têm suas próprias receitas “secretas” para a ceia de natal, outras comem apenas os pratos natalinos tradicionais, como peru ou chester.

O consumo dessa ave se originou nos EUA. Lá, o peru é um prato tradicionalmente servido no Dia de Ação de Graças, uma data muito importante para os americanos, e essa tradição veio para o Brasil.
Os índios americanos já criavam perus antes de ocorrer a colonização inglesa.
Durante a colonização, os índios serviram peru para comemorar a primeira grande colheita, e assim surgiu o hábito de consumir peru para celebrar datas importantes.

Frutas secas

A apresentação de uma grande variedade de frutos secos no Natal é mais do que uma questão

gastronômica.
Os frutos secos têm uma ligação muito forte e particular com o solstício do Inverno. Na antiga Roma, eram um presente habitual durante as
celebrações eram especialmente apreciados pelas crianças, que os valorizavam quer como brinquedos quer como comida.
Os rapazes divertiam-se a jogar a berlinda com eles. Entre as classes sociais mais elevadas, os frutos secos tornavam-se mais especiais por serem cobertos de ouro, e estes frutos secos dourados serviam quer como presentes quer como decorações.
Para os romanos, cada tipo de fruto seco tinha um significado especial. As avelãs evitavam a fome, as nozes relacionavam-se com a abundância e prosperidade, as amêndoas protegiam as pessoas dos efeitos da bebida. Por isso, os frutos secos que colocamos à mesa no Natal são mais do que simples alimentos, é um antigo costume romano que promete a ausência de fome, pobreza e protege contra os excessos da bebida.


O TRADICIONAL PANETONE:

Este foi criado na Itália, mas não se sabe exatamente sua origem. Existem várias versões. De acordo com uma delas, um padeiro de Milão chamado Tone, em aproximadamente 900 d.C., fez um pão e misturou nele alguns ingredientes como frutas secas e nozes. Esse pão fez muito sucesso e ficou conhecido como pane di Tone. Uma segunda versão diz que, entre 1300 e 1400, um italiano, também de Milão, chamado Ughetto, estava apaixonado por uma moça que se chamava Adalgisa e, para poder ficar junto dela, empregou-se na padaria de seu pai. Lá, criou um pão especial que conquistou tanto a filha quanto o pai. E assim o pai de Adalgisa “deu a mão dela” a Ughetto. E uma outra versão conta que um chef di ciusine chamado Gian Galeazzo Visconti, duque de Milão, em 1395 criou um pão diferente para uma festa, e este fez muito sucesso por causa de seu sabor. Mas, independentemente das lendas em torno da história do panetone, ele está sempre presente nas mesas de Natal de todo brasileiro.
Cada país tem em sua ceia de natal algumas peculiaridades. Os russos, por exemplo, evitam a carne e os Jamaicanos usam e abusam das ervilhas em suas receitas para a ceia de natal.

EM ALGUNS PAISES

Na Alemanha come-se carne de porco e muitos doces, pão-de-mel e das amêndoas torradas. Pratos tradicionais de tempero forte também são muito comuns durante a ceia de natal.

Na Austrália, onde as festividades natalinas acontecem durante o verão, as pessoas costumam fazer a ceia de natal em praias. Na África do Sul, outro país que comemora o natal durante o verão, é comum fazer a ceia de natal em mesas colocadas do lado de fora das casas.

Na Polônia é proibido comer carne vermelha na Ceia de Natal. Os poloneses comem peixes, acompanhados de vinho branco. Os franceses preferem peru e frutos do mar, especialmente as ostras.

 

NO BRASIL

O banquete do natal varia conforme a região do Brasil, do sul ao nordeste, adaptando os pratos tradicionais de suas terras com os alimentos típicos oferecidos na data especial, na qual todos se reunem para comemorar o aniversário do menino Jesus.

A ceia de natal brasileira incorporou várias receitas locais como a rabanada e o bolinho de bacalhau, que chegou ao país com a colonização portuguesa

Mas uma ceia tradicional precisa ter também assados como peru, pernil, leitão, lombo, e doces diversos. Também é tradição o vinho e o champanhe, gelados. Cada país preserva costumes variados em relação a Ceia de Natal. Vem dos americanos a tradição do peru. Nozes, castanhas, amêndoas e avelãs são costumes europeus, que também preenchem as mesas brasileiras. A história mostra que na Roma antiga, era costume presentear amigos e parentes com estas frutas secas, como forma de desejar boa sorte.






CORES DO NATAL




 O Verde
e Vermelho

Esta tradição remonta aos festivais do solstício.
O verde é a cor das verduras que tem uma grande importância na decoração.
O vermelho apareceu por causa do azevinho.
Este arbusto dá-se ao longo do Inverno e cobre-se de bagas vermelhas.
Diz-se que este nascer das suas bagas simboliza Cristo.
É também uma das chamadas cores quentes, que no frio do Inverno dá a sensação de aquecimento e apela aos sentimentos mais nobres do coração - sinônimos do Natal.

CURIOSIDADE:

Foi a Coca-Cola que criou a imagem do Papai Noel vestido de vermelho como conhecemos hoje.O primeiro anúncio publicitario da coca-cola usando o Papai Noel vestido de vermelho foi feito em 1931. Nesta ocasião foi criado para uma campanha natalina e acabou virando a imagem universal do "Santa Claus". Até 1931, nenhuma imagem de Papai Noel havia sido universalmente adotada.


NATAL BRANCO

Porque associamos o Natal à brancura? A resposta é porque durante os primeiros oito anos da vida de Charles Dickens, o Natal foi sempre branco de neve.
Recordando a sua infância, Dickens tirou partido dela no seu famoso conto de Natal, publicado em Dezembro de 1843.

A história foi um grande sucesso, toda a gente que leu a história, ficou comovida e, de repente, sentiu-se mais sentimental acerca do tema do Natal. Um filósofo escocês que, por uma questão nacionalista, não respeita o dia de Natal, ao ler o livro, mandou buscar um peru e convidou dois amigos para jantar.
A imagem criada por Dickens conduziu ao mito de que um Natal verdadeiramente bom devia ser branco. Os cenários ligados à neve transformaram-se em ilustrações-padrão dos produtos de Natal.
Um século depois de Dickens ter escrito o seu livro, Hollywood apareceu com o filme de Natal, com Fred Astaire e Bing Crosby, chamado Holiday Inn, cujo tema musical I´m Dreaming of a White Christmas ganhou um Oscar. Ao surgir no auge da segunda guerra mundial, teve um enorme impacto sobre o mundo que ansiava pela paz e que era simbolizada pelo espírito do Natal. A canção foi um enorme sucesso e mais tarde com novos arranjos, veio a chamar-se White Christmas.
Mas o Natal branco, para a maior parte das pessoas continuará a ser um sonho.

LENDA:
Flor de natal
Segundo a lenda, as pessoas estavam levando flores para a igreja para oferece-las ao Menino Jesus. Uma menina camponesa não tinha nenhuma flor para dar. Então ela pegou uma
bonita folhagem e a levou consigo para dá-la à Jesus. As pessoas que estavam na igreja começaram a rir da pobre menina que então pôs-se a chorar. O Menino Jesus, percebendo a sinceridade da oferta da menina, fez com que as lágrimas dela, ao caírem sobre as folhas, as tornassem vermelhas, tornando lindíssima aquela folhagem, para espanto de todos. A pinsettia (Euphorbia pulcherrima) é uma planta que, exposta ao sol, é verde. Se estiver à sombra torna-se vermelha. Dizem que atrai os duendes da felicidade, bem como saúde e prosperidade. Enquanto a família dorme, eles derramam bons fluídos.






MISSA DO GALO



Na noite de Natal, os católicos participam da Missa do Galo. Você sabe por que a missa tem esse nome? Porque é o galo que anuncia o novo dia e assim anuncia a chegada do dia de Natal.

MEIA NOITE

Há, porém, um sentido para que esta celebração seja realizada tão tarde. Deve-se frisar que muitos acontecimentos importantes na vida de Jesus e que deram embasamento à fé cristã aconteceram na calada da noite. O próprio nascimento e a sua ressurreição se deram em plena madrugada, antes que o sol nascesse, e é justamente nesse período que o galo anuncia o fim das trevas e surgimento de um novo dia.

É dentro desta simbologia que foi instituída a Missa do Galo. É um preceito antigo do catolicismo dividir a noite em quatro vigílias.

CELEBRAÇÃO

É celebrada na passagem do dia 24 para o dia 25 de dezembro.

Ela é formada por quatro missas: vigília noturna, a da meia-noite, a da aurora e por último a da manhã. Porém muitas pessoas não conseguem participar das quatro missas, com isso, realiza-se então apenas a missa da meia-noite que é a do Natal.

Na Espanha e em Portugal acontecia, em pequenas povoações, a Missa do Galo, onde uma pessoa tinha que levar um galo e se ele cantasse era um sinal de que as colheitas para aquele ano seriam ótimas.

Na França, existem missas que são bastante famosas como as de Notre Dame e a de Saint Germain dês Prés, essas para serem realizadas precisam de um lugar amplo, pois à meia-noite é feita uma representação com as músicas sagradas.

Na Missa do galo já todas as velas do Advento se encontram acesas e canta-se o cântico de Glória. Dada a sua importância, o próprio papa faz questão de rezá-la.

Tradicionalmente, depois da missa, as famílias voltam para casa, colocam a imagem do Menino Jesus no Presépio, distribuem os presentes e compartilham a Ceia de Natal. A missa do galo é celebrada, em Roma, desde o século V, na Basílica de Santa Maria Maior.





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